Tecnologia e Pessoas: Como alinhar a força de trabalho do futuro?

Tecnologia e Pessoas: Como alinhar a força de trabalho do futuro?

Tecnologia e Pessoas: Como alinhar a força de trabalho do futuro?

*Por Ricardo Missel

 

Vamos começar com alguns dados bem expressivos: até 2021 (menos de 3 anos), estão projetados $3 trilhões de dólares em negócios envolvendo ferramentas de Inteligência Artificial (Project Sindicate, 2017). Outro dado relevante: em 2017 foram comercializados 381 mil robôs industriais no mundo, 30% a mais que no ano anterior (IFR – International Federation of Robotics). Ainda: você já ouviu falar no conceito de Universal Basic Income? Em resumo, é uma forma dos países remunerarem seus cidadãos para que eles consigam garantir satisfações e necessidades básicas, tendo em vista que 57% da população mundial já poderia ser substituída por robôs em seu trabalho (Futurism.com Research, 2017).

Esses números são reflexo de uma nova estrutura na mão de obra, em empresas de todos os setores (mais impacto na indústria), e uma consequente reformulação nos organogramas das companhias. E como isso afeta a carreira e o desenvolvimento das competências dos profissionais?

O movimento comandado pelo avanço da tecnologia, onde os robôs se tornam alternativas muitas vezes mais eficientes do que os humanos, abre uma reflexão sobre para onde o profissional do futuro deve orientar seu desenvolvimento. O certo é que, independentemente do nível de automação e da evolução da Inteligência Artificial, algumas capacidades humanas ainda não têm previsão de serem superadas por alguma tecnologia.

Nesse cenário, nos cabe repensar os diferenciais que tornam nós humanos insubstituíveis, e direcionar nossos esforços a fim de nos tornarmos ainda mais qualificados e preparados para o futuro do trabalho.

Um estudo realizado pela Delloite (2018 Global Human Capital Trends) identificou que grandes empresas que investem muito forte em tecnologia (Microsoft, Facebook, IBM), acreditam que toda essa tecnologia é reconhecidamente mais fortalecida quando complementar ao conhecimento humano, e não em substituição. Então, a pesquisa foi em busca de identificar quais seriam as competências humanas mais relevantes nesse contexto. Das respostas a pesquisa saíram os seguintes números:

– 63% – habilidades para solução de problemas complexos

– 55% – habilidades cognitivas

– 52% – habilidades sociais e de relacionamento

– 54% – habilidades em gestão de projetos e processos

Um outro estudo do Fórum Econômico Mundial mapeou as 10 habilidades humanas mais essenciais nesse cenário, com destaque para pensamento crítico, criatividade e gestão de pessoas.

O foco das empresas nos processos de recrutamento e seleção passa a ser a identificação das competências comportamentais, pois as competências técnicas são mais facilmente identificáveis ou até mesmo substituíveis por robôs. As lideranças e profissionais de RH precisam reconfigurar suas necessidades no que diz respeito a força de trabalho. É uma nova forma de observar a força de trabalho e suas competências, a partir do impacto da automação, tecnologia e inteligência artificial.

O grande desafio das lideranças estará na busca do alinhamento mais eficiente entre as competências humanas e as tecnologias emergentes. É o futuro do trabalho ocorrendo agora.

 

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