O novo mindset da liderança durante e pós pandemia

O novo mindset da liderança durante e pós pandemia

O novo mindset da liderança durante e pós pandemia

Por Simoni Missel*

No cenário de crise que vivemos em 2020, esta é a hora das empresas colocarem em prática aquele discurso que fala que “as pessoas são o maior patrimônio das organizações”. Existem níveis diferentes de maturidade das empresas em relação à realmente “pensar nas pessoas”. Num momento de crise social, sanitária e econômica, onde os colaboradores estão vivenciando momentos de insegurança pessoal, profissional, saúde, familiar e financeira dentre outras, as empresas precisam ter um olhar mais humano, reconhecer os próprios limites e os de seus funcionários. Todos, inclusive seus dirigentes responsáveis pela estratégia, estão vivenciando estes sentimentos consigo mesmo, com seus familiares e amigos. Tomar consciência do impacto dessas questões nas pessoas favorece o negócio, no presente e no futuro.

Outro aspecto fundamental neste cenário de pandemia é o trabalho à distância. Algumas empresas já tinham esta prática e estavam mais preparadas para passar por esta fase, seja em relação a equipamentos, conexões, hábitos, enfim, a cultura do trabalho em home office.

Há mais de 20 anos, as multinacionais americanas tentam trazer esta cultura do home office, incentivando também as reuniões virtuais, mas o Brasil nunca navegou verdadeiramente nesta onda. A crença do brasileiro era de certa falta de confiança, de que as pessoas em casa não iriam trabalhar e que suas entregas seriam inferiores. A crise não pediu passagem e levou muitas organizações a implementar o home office como única alternativa de continuidade do trabalho. Aquelas que estavam mais preparadas sofreram menos, enquanto as outras precisaram mudar o mindset de forma abrupta. A boa notícia é que tenho ouvido com muita frequência de meus coachees, nos programas de Coaching Executivo, que seus times estão com entregas superiores em home office, em comparação com os resultados no trabalho dentro da empresa.

Estas transformações para o novo modelo de gestão têm diversas implicações em diferentes áreas, como por exemplo, as questões de adaptação de tecnologia, equipamentos, conexões, instalação de sistemas, além das comportamentais, como disciplina de trabalho, preparação de reuniões virtuais (que são muito diferentes das presenciais), adaptação da família que compartilha o mesmo espaço, muitas vezes com filhos pequenos…

O grande desafio dos gestores durante e após a crise será liderar equipes que não estarão em um mesmo ambiente e que precisam entregar resultados com exigências cada vez maiores. Há dezenas de anos os líderes estão acostumados a gerenciar seus times presencialmente. Como recrutar? Como remunerar? Como engajar este time? Como motivar as pessoas? Como reter? Quais as melhores políticas para gerenciar equipes dispersas e nem todos presencialmente?

Além disso, se torna ainda mais comum que pessoas trabalhem em mais de um emprego para complementar renda, mais uma consequência da crise que estamos vivendo (que diminui o poder aquisitivo das pessoas e exige uma ressignificação dos valores, principalmente materiais e do impacto da participação individual no coletivo e na sociedade).

Provavelmente, todos teremos que ressignificar os empregos e revisar nosso mindset para atualizá-lo a um novo mundo repleto de incertezas e em uma sociedade mais low touch (pouca interação humana).

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