Como engajar os jovens Millennials ao seu negócio?

Como engajar os jovens Millennials ao seu negócio?

Como engajar os jovens Millennials ao seu negócio?

Imagem: freepik.com – Designed by cookie_studio

Por Ricardo Missel*

Os profissionais Millennials (nascidos entre as décadas de 80 e 90), diferentemente das gerações X, baby boomers e anteriores, cresceram em um contexto de mudança e instabilidades constantes. Conviver com a incerteza é condição normal para eles. A velocidade das informações e os impactos da globalização são mais normais para eles do que para qualquer outra geração. E isso acaba formando pessoas com perfis comportamentais diferentes.

Essas condições resultaram em uma geração marcada por uma baixa confiança, ceticismo e insatisfação em relação aos seus líderes, o local onde trabalham e sua carreira. São comportamentos que influenciam diretamente o resultado dos negócios e o desempenho e estabilidade desses profissionais. Mas por que isso é importante? Porque esses profissionais muito em breve serão a maioria no mercado de trabalho e serão os líderes das organizações.

A insubordinação, a insatisfação com o trabalho e o aumento do turnover podem ser destacados como os principais reflexos de uma gestão pouco adaptada ao novo estilo desses profissionais. Por isso, é necessário que as empresas estejam preparadas para administrar essa geração da melhor forma para o negócio. Isso passa principalmente pela maneira como os líderes conseguem engajá-los no trabalho.

Algumas atitudes por parte da organização e dos gestores podem facilitar esse processo de engajamento. É importante destacar que nem todos esses comportamentos são positivos para o ambiente de trabalho. Em algumas circunstâncias, é necessário que haja uma adaptação do perfil do jovem para que ele possa desempenhar sua atividade conforme a cultura da empresa, e não ao contrário.

Nesse processo, é fundamental que o jovem crie confiança na empresa e no seu gestor. A confiança será a principal moeda de troca para uma relação sustentável. São alguns dos tópicos que devem ser observados para que o engajamento desses profissionais seja positivo para as duas partes:

 

Apoiar o desenvolvimento

Apesar de jovens e sedentos por aprendizado, muitas vezes os profissionais dessa geração acreditam que o desenvolvimento das competências que necessitam para desempenhar suas atividades seja de responsabilidade da empresa. Isso não é verdade.

A empresa deve agir como um facilitador para que esse desenvolvimento ocorra, orientando o crescimento e dando feedback sobre o desempenho. Ainda, poderá facilitar o acesso à treinamentos e outras formas de ganho de habilidade e experiência. Todavia, a predisposição e o interesse em evoluir para atender as demandas da organização precisa vir do profissional, demonstrando dedicação e envolvimento no processo.

Por mais que estejam constantemente conectados em uma atmosfera digital e com acesso a ferramentas que facilitam atividades e processos, muitas vezes a falta de experiência e prática resultam em baixa performance. É importante que haja conexão entre o gestor e o jovem para que essa barreira seja ultrapassada da melhor forma.

 

Orientar a carreira

Em função do ambiente de mudanças em que cresceram, estes profissionais tendem a ter menos apego e fidelidade ao cargo que ocupam, pois tem pouca paciência para entender o processo evolutivo na organização. Além disso, consideram que intervalos na carreira profissional são normais, e sair da empresa para um período sabático ou estudar em outro país pode ser a melhor alternativa quando passam por um momento de estagnação.

Ainda, se realmente tiverem potencial diferenciado e forem considerados talentos na área em que atuam, é provável que oportunidades surjam a todo momento, e isso possa encorajá-lo a experimentar novos ares, desconsiderando uma trilha de carreira estável em uma empresa.

 

Entender flexibilidade como positivo

Criar uma relação de trabalho que permita ao jovem trabalhar de forma flexível é fundamental. Aliás, é provável que se essa flexibilidade não seja percebida por ele na entrevista de seleção ele nem faça parte da sua empresa. Por outro lado, é importante que a partir desse momento também sejam apresentadas as condições dessa flexibilidade por parte da organização, pois a dissonância nesse aspecto pode terminar em demissão, de qualquer um dos lados.

Questões ligadas ao horário e local de trabalho, hierárquica, métodos de avaliação, plano de carreira e salário são críticos e precisam estar bastante alinhados para não gerar falsas expectativas para ninguém (empresa ou funcionário).

Encarar esse processo de adaptação aos jovens profissionais como necessário não significa renunciar aos valores e a cultura da organização. O fato é que os benefícios desse novo perfil dentro da organização, quando atuando de forma colaborativa e alinhada ao ambiente de trabalho, pode ser a mola propulsora para a inovação e crescimento sustentável.

*Ricardo Missel é sócio da Missel Capacitação Empresarial, Administrador e Especialista em Design Estratégico.

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